Posse Novos Defensores 4Na manhã da última segunda-feira (21/11), a Defensoria Pública do Estado do Ceará, em sessão solene do Egrégio Conselho Superior, realizou a solenidade de posse de quatro defensores públicos, aprovados no concurso público de 2014. Com esta solenidade, contabilizam-se 316 defensores públicos atendendo no Ceará, distribuídos nas maiores densidades populacionais. A Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (Adpec) foi representada pela vice-presidente, Noêmia Landim.

Os novos defensores públicos são: Francisco Adriano Lima Oliveira (que assumirá as 1ª e 3ª Defensoria de Tauá), Leonardo Fulgêncio Júnior (que assumirá as 2ª e 3ª Defensoria de Tauá), Eduarda Paz e Souza (que assumirá as 2ª e 3ª Defensoria de Iguatu) e Rafael Piaia (que assumirá as 2ª Defensoria de Camocim).

A defensora geral e presidente do Consup, Mariana Lobo, falou sobre a razão de ser defensor público. “Hoje vocês estão tomando posse, porque nós vivenciamos uma realidade onde uma imensa população carente necessita do serviço da Defensoria Pública, não só para ter acesso ao poder judiciário, mas para ter acesso ao mais básico: que é a informações sobre seus direitos. O papel de um defensor é também sair dos gabinetes, ir ao encontro das populações e ouvi-las, ensinar como acessar uma política pública e construir junto com a comunidade soluções, promovendo cidadania. Portanto, sejam, defensores públicos de coração e trabalhem a inclusão social e a efetivação de direitos para 80% da população do nosso Estado. Sejam bem vindos a esta casa, que agora é de vocês. Que vocês possam transformar realidades e serem transformados por elas”, disse.

A vice-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará, Noêmia Landim, igualmente deu boas vindas aos novos defensores e fez alusão em seu discurso ao relato recente de uma colega. Ela contou que uma defensora atendeu a uma assistida que tinha comprado um fogão quatro bocas, após anos cozinhando apenas em um fogão de duas bocas. O eletrodoméstico, no entanto, deu problema e queimou as duas mãos de seu filho. Ao ouvir com a atenção a história, a defensora percebeu que não se tratava apenas de uma questão de direito do consumidor.

“A primeira coisa que a defensora entendeu com aquele caso é que não se tratava ali de um caso de consumidor simplesmente, mas sobre dignidade e sobre sonhos. Enquanto nós sonhamos com coisas grandes, como passar num concurso para a Defensoria Pública, outras pessoas sonham em ter um fogão de quatro bocas. No nosso ofício, temos diariamente estas lições, de que existem sonhos bem simples, mas que representam tanto para quem os almeja, que representam inclusive a dignidade destas pessoas. Enquanto defensores, vocês ouvirão muitas destas histórias, farão parte destas histórias e vão modificar o curso destas histórias. E o melhor de tudo é que estas histórias também vão modificar quem vocês são. Eu espero que vocês sejam muito felizes na nossa profissão e que a história de vocês mude a partir de agora”, pontuou.

Dos quatro empossados, apenas um é cearense. A defensora Eduarda Paz e Souza, primeira colocada entre os empossados, falou em seu discurso sobre a emoção em tornar-se defensora pública no Ceará. “A diversidade faz parte dessa Defensoria. Alguns vieram de outros estados, alguns tiveram que sair da zona de estabilidade para um emprego desconhecido e todos estamos convivendo com a saudade e a angústia da separação momentânea da família e amigos. Mas são atos conscientes de quem quer atuar em uma instituição tão singular como é a Defensoria Pública em razão de suas particularidades de suas atribuições”.

Eduarda e os três aprovados compreendem a realidade cearense que os aguarda. “A nossa conduta deve ser guiada pela dedicação, solidariedade e sinceridade para promover a melhoria na vida das pessoas. Não devemos confundir nossa atuação com caridade. Não é o caso. No entanto, como seres sociais que somos, necessitamos de muito mais de simples previsões legais para atender os assistidos. Estaremos diante de situações que fugirão a nossa compreensão e que poderão despertar em nós os mais confusos sentimentos. Então, que possamos nos permitir fazer mais em busca de algi que acreditamos”, finaliza Eduarda Paz e Souza.

O conselheiro Alfredo Jorge Homsi Neto fez o discurso em nome do colegiado. Foi dele a autoria de um cordel intitulado “Aos que chegam”, uma forma acalorada e nordestina de recepcionar três dos quarto novos defensores, que não são cearenses, e abraçam a carreira no Estado. O texto arrancou aplauso da plateia presente.

Fonte: Ascom DPGE

Compartilhe