Autor dos livros ‘Reincidência Criminal’, ‘Criminologia e os problemas da atualidade’ e ‘Criminologia Clínica e Execução Penal”, o professor da Universidade de São Paulo (USP), doutor em psicologia e membro titular do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (NPCP), Alvino Augusto de Sá, ministrará palestra em Fortaleza, nesta sexta-feira(24), às 9 horas, no Complexo São Mateus, Avenida Santos Dumont, 5753 – Torre Saúde – andar lobby. Ele vem a convite da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará-Adpec, em comemoração à Semana do Defensor Público, cuja campanha, este ano, tem como tema a ressocialização de detentos.

No seminário Reintegração Social e a Defensoria Pública, ele falará sobre ‘Desafios da execução penal frente aos processos da construção da imagem do inimigo”. Ao opinar sobre as mudanças no Código Penal, o Álvaro de Sá demonstra descrédito em relação ao tema, pois, segundo ele, incriminar cada vez mais condutas não resolve o problema. “O crime sempre existiu e sempre existirá, e nas formas de combater, geralmente, vamos para as consequências, como, por exemplo, no agravamento das penas, e isso não resolve. O que tem que ser visto é a causa, e neste caso, a grande causa é o rompimento do diálogo entra as pessoas que praticam o crime e o meio social mais amplo, o crime surge como consequência do rompimento prévio desse diálogo”, afirmou.

Para ele, a reintegração é a forma para buscar o diálogo. “A ressocialização significa que um preso irá se readequar a ética, aos valores, às normas sociais, e nisto eu não acredito mais, é um discurso pelos quais os presos não acreditam, diante de tudo que vemos na sociedade, na política nacional, diante de tanta corrupção, programas televisivos com uma moralidade decadente, a sociedade não tem moral nenhuma para pregar a ressocialização. Eu acredito na reintegração, na busca de encontro entre dois segmentos através do diálogo, onde os dois vão buscar se compreender numa relação simétrica, de igual para igual” concluiu.

Blog do Lauriberto: http://lauriberto.blogspot.com.br/2013/05/alvino-sa.html

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Autor dos livros ‘Reincidência Criminal’, ‘Criminologia e os problemas da atualidade’ e ‘Criminologia Clínica e Execução Penal”, o professor da Universidade de São Paulo (USP), doutor em psicologia e membro titular do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (NPCP), Alvino Augusto de Sá, ministrará palestra em Fortaleza, nesta sexta-feira(24), às 9 horas, no Complexo São Mateus, Avenida Santos Dumont, 5753 – Torre Saúde – andar lobby. Ele vem a convite da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará-Adpec, em comemoração à Semana do Defensor Público, cuja campanha, este ano, tem como tema a ressocialização de detentos.

No seminário Reintegração Social e a Defensoria Pública, ele falará sobre ‘Desafios da execução penal frente aos processos da construção da imagem do inimigo”. Ao opinar sobre as mudanças no Código Penal, o Álvaro de Sá demonstra descrédito em relação ao tema, pois, segundo ele, incriminar cada vez mais condutas não resolve o problema. “O crime sempre existiu e sempre existirá, e nas formas de combater, geralmente, vamos para as consequências, como, por exemplo, no agravamento das penas, e isso não resolve. O que tem que ser visto é a causa, e neste caso, a grande causa é o rompimento do diálogo entra as pessoas que praticam o crime e o meio social mais amplo, o crime surge como consequência do rompimento prévio desse diálogo”, afirmou.

Para ele, a reintegração é a forma para buscar o diálogo. “A ressocialização significa que um preso irá se readequar a ética, aos valores, às normas sociais, e nisto eu não acredito mais, é um discurso pelos quais os presos não acreditam, diante de tudo que vemos na sociedade, na política nacional, diante de tanta corrupção, programas televisivos com uma moralidade decadente, a sociedade não tem moral nenhuma para pregar a ressocialização. Eu acredito na reintegração, na busca de encontro entre dois segmentos através do diálogo, onde os dois vão buscar se compreender numa relação simétrica, de igual para igual” concluiu.

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