Roberta Quaranta – Defensora pública

O que temos observado nos últimos tempos, e cada vez com maior intensidade, é o verdadeiro caos em que se transformou nossa cidade: arrastões em vários pontos, estabelecimentos comerciais fechando as portas, pânico nas ruas, furtos, assaltos à mão armada…

Fui assaltada no último sábado e pude vivenciar, por mim mesma, o sentimento de impotência da população cearense diante do descaso estatal com a questão da segurança pública. Se, de um lado, podemos observar a falta de políticas públicas tendentes à melhoria da situação das pessoas em condição de vulnerabilidade, o que gera uma imensa segregação social, vislumbramos, sob outra ótica, um Governo que vem se negando a estabelecer qualquer reação contra o caos urbanos que vem se instalando em nossa cidade.

Se antes já vivíamos inseguros, agora – com a instalação do quadro caótico ora observado – encontramo-nos reféns de bandidos e baderneiros, amedrontados com a “guerra civil”, cujo ensaio tem como palco as ruas de Fortaleza. Como diria o compositor, “o Haiti é aqui”!

Trata-se de questão complexa, que não deve ser interpretada de forma isolada, sob pena de o julgamento restar, além de injusto, inconsistente. De qualquer sorte, é fato notório que a população está amedrontada, procurando trancafiar-se em suas casas, enquanto bandidos e infratores andam soltos nas ruas. Ora, o governador tem o poder-dever de exercer a administração e gerência dos serviços públicos estatais, e – pelo que se vê – não está cumprindo com suas funções a contento. Há, no caso concreto, uma completa inversão de valores! Dados comprovam que deveríamos ter um efetivo de, no mínimo, 35 mil policiais militares quando, a bem da verdade, nossa realidade não alcança sequer a metade dessa meta.

Finalizo transcrevendo trecho de um comentário proferido nas redes sociais sobre o relato do assalto do qual fui vítima: “Deus nos proteja, inclusive, dos maus gestores!”.

Jornal O Povo – Opinião – Artigo
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2013/04/13/noticiasjornalopiniao,3038092/violencia-urbana-sera-o-caos.shtml

 

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Roberta Quaranta – Defensora pública

O que temos observado nos últimos tempos, e cada vez com maior intensidade, é o verdadeiro caos em que se transformou nossa cidade: arrastões em vários pontos, estabelecimentos comerciais fechando as portas, pânico nas ruas, furtos, assaltos à mão armada…

Fui assaltada no último sábado e pude vivenciar, por mim mesma, o sentimento de impotência da população cearense diante do descaso estatal com a questão da segurança pública. Se, de um lado, podemos observar a falta de políticas públicas tendentes à melhoria da situação das pessoas em condição de vulnerabilidade, o que gera uma imensa segregação social, vislumbramos, sob outra ótica, um Governo que vem se negando a estabelecer qualquer reação contra o caos urbanos que vem se instalando em nossa cidade.

Se antes já vivíamos inseguros, agora – com a instalação do quadro caótico ora observado – encontramo-nos reféns de bandidos e baderneiros, amedrontados com a “guerra civil”, cujo ensaio tem como palco as ruas de Fortaleza. Como diria o compositor, “o Haiti é aqui”!

Trata-se de questão complexa, que não deve ser interpretada de forma isolada, sob pena de o julgamento restar, além de injusto, inconsistente. De qualquer sorte, é fato notório que a população está amedrontada, procurando trancafiar-se em suas casas, enquanto bandidos e infratores andam soltos nas ruas. Ora, o governador tem o poder-dever de exercer a administração e gerência dos serviços públicos estatais, e – pelo que se vê – não está cumprindo com suas funções a contento. Há, no caso concreto, uma completa inversão de valores! Dados comprovam que deveríamos ter um efetivo de, no mínimo, 35 mil policiais militares quando, a bem da verdade, nossa realidade não alcança sequer a metade dessa meta.

Finalizo transcrevendo trecho de um comentário proferido nas redes sociais sobre o relato do assalto do qual fui vítima: “Deus nos proteja, inclusive, dos maus gestores!”.

Jornal O Povo – Opinião – Artigo
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2013/04/13/noticiasjornalopini…

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