Nesta terça-feira, último dia da paralisação de 48 horas, os defensores públicos permaneceram na Assembleia Legislativa. Ao final do dia, um grupo, representando a categoria, se dirigiu ao Palácio do Governo, onde protocolou ofício ao governador Cid Gomes comunicando sobre a paralisação de suas atividades por dois dias e solicitando uma audiência para negociar sobre as reivindicações dos defensores.
Durante todo o dia de ontem, os defensores receberam o apoio dos parlamentares e de representantes de movimentos sociais, como Federação de Bairros e Favelas, Conselho Social de Educação e Esporte do Papicu, Raízes da Praia, Instituto Terramar, Pastoral da Terra, MST e Renap.
Cercando o mapa do Ceará, estendido na área externa da Assembleia, foram colocadas cruzes – cada uma delas com o nome dos municípios cearenses que não têm defensores públicos – simbolizando o luto pela carência desses profissionais para atender aos necessitados destas localidades.
Além dos defensores, os apoiadores da paralisação foram ao púlpito falar sobre a valorização da categoria, destacando a necessidade de o governo do Estado abrir espaço em sua agenda para discutir as demandas destes profissionais. “Cada necessitado, nas áreas mais pobres da cidade, sabe do valor que tem o trabalho do defensor público em sua vida”, disse Gorete Pereira, presidente da Federação de Bairros e Favelas.
Durante o dia, os defensores estiveram com alguns parlamentares que estão intermediando o contato com o governador Cid Gomes.
Três dias
Se até o início de junho não houver qualquer sinalização do governo de que irá conversar com os defensores, haverá um terceiro momento de paralisação, desta vez de 72 horas, nos dias 4, 5 e 6. Depois, os defensores irão realizar uma Assembleia Geral Extraordinária quando a categoria decidirá se fará ou não greve geral.
Para o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará-ADPEC, Adriano Leitinho, a categoria está confiante que conseguirá êxito em suas reivindicações. “Estamos todos juntos nesta campanha de valorização. Nunca estivemos tão unidos e determinados quanto agora, prova maior foi a presença maciça dos defensores públicos na paralisação, tanto na capital quanto no interior. Não recuaremos enquanto não houver nada de concreto por parte do governo do Estado. Não aceitaremos mais esse silêncio para com a Defensoria Publica e para com os defensores públicos. Exigimos respeito e dignidade para efetuar um acesso à Justiça com eficiência e qualidade para toda a população carente do Ceará”, ressaltou.
 

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