Para as mais de 100 pessoas que foram atendidas no mutirão realizado pelos Defensores Públicos, na manhã de ontem, na Praça do Ferreira, os problemas relacionados à medicação estão a um passo de serem resolvidos. Elas aproveitaram a iniciativa dos Defensores que, mesmo em greve, decidiram atender a população que necessita tomar determinados medicamentos e não tem condições de arcar com as despesas da compra desses remédios. Na ocasião, a população recebeu orientação jurídica dos defensores, que ainda elaboraram ofícios e encaminharam as ações judiciais para os órgãos de comptetência.
A dona de casa Rita Façanha foi uma das que saiu da praça bastante satisfeita: “os remédios que tomo para o coração são muito caros e ganhando um salário mínimo não tenho condições de pagar. Por isso, louvo essa atitude dos Defensores que estão em greve mas, mesmo assim, vieram aqui trazer esse benefício para todos nós”, afirmou.
Para Conceição Silva de Queirós, a osteoporose exige a compra de medicamentos caros e não há como arcar com essa despesa. “A gente já tem muita conta para pagar, mas não pode ficar sem os remédios porque sem saúde não tem como trabalhar, sustentar a família”, diz ela, acrescentando que o mutirão realizado pelos Defensores foi uma “iniciativa louvável que merece o nosso reconhecimento. Espero que o governador também tenha esse sentimento e atenda os pedidos destes profissionais, porque no final das contas quem sai ganhando é o povo pobre”, ressaltou.
Com problemas cardíacos, hipertensão e diabetes, o ex-cozinheiro José Carneiro do Amaral, apresentou uma lista de medicamentos que necessita tomar e não consegue receber gratuitamente através do SUS. “O jeito que tem é apelar para a justiça. Por isso, é muito importante saber que os Defensores vieram até aqui para nos ajudar”, exclamou.
Os Defensores montaram uma estrutura de equipamentos de informática, com laptop e escaner, o que promoveu agilidade no atendimento e fez com que os processos fossem protocolados virtualmente no próprio local.

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