Por: Kyara Aires
Após fracassar na tentativa de marcar audiência com o governador Cid Gomes (PSB), nos últimos dois anos, para apresentar suas demandas, os defensores públicos decidiram, em Assembleia Extraordinária, entrar em estado de greve a partir do dia 3 de maio.
Paralisações pontuais, de 24, 48 e 72 horas, devem pressionar o governo a marcar para breve um encontro com a categoria. A adesão ao movimento envolve os defensores que atuam na capital e no Interior do Estado.
Segundo a Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC), dentre as reivindicações da categoria, além da efetivação da autonomia plena da Defensoria Pública e do preenchimento dos cargos vagos de defensores – hoje dos 415 cargos, apenas 285 estão preenchidos. Figura também a adequação constitucional do subsídio, a reclassificação dos cargos da Defensoria Pública com efeitos retroativos à reclassificação do Judiciário e a implementação imediata do diferencial de entrância e pagamento dos atrasados nos termos do artigo 37 da LC 06/97.
O presidente da ADPEC, Adriano Letinho, promete uma nova AGE para decidir se haverá a greve geral. “Caso não sejamos recebidos pelo governador nesse período [estado de greve], nem os nossos pleitos atendidos, promoveremos no dia 15 de junho uma AGE para decidir se haverá a greve geral”.
Site Ceará Agora
http://www.cearaagora.com.br/noticias/politica/defensores-publicos-entram-em-estado-de-greve-a-partir-do-proximo-3-de-maio
 

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