Nesta sexta-feira, às 9 horas, o palco do Teatro José de Alencar receberá os defensores públicos que irão encenar a peça “Criança e Adolescente: chegou a sua vez!”, que destaca os direitos e deveres do público infanto juvenil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Na plateia, estudantes de escola públicas.
Para encenar a peça, os defensores participaram de oficina de interpretação. Foram meses de muita dedicação para que, no palco, em cada cena, a mensagem sobre os direitos da criança e do adolescente pudessem ser bem compreendida e assimilada.
Esta é a terceira apresentação. A peça, que teve a sua estreia no teatro do CUCA da Barra do Ceará, em 30 de setembro, já foi também encenada no auditório da DPGE.
Agora, os defensores, que formam o grupo Defensores Públicos em Cena, irão percorrer o Estado, levando esta mensagem de cidadania em forma de arte para outros teatros e diversas escolas públicas cearenses.
“O objetivo é levar, de forma lúdica, os ensinamentos sobre os direitos e os deveres da criança e do adolescente, conscientizando a população, sobretudo os pais, sobre a importância da garantia da cidadania deste público”, informa o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará -Adpec, e um dos atores da peça, Adriano Leitinho, explicando que foi criado o grupo ‘Defensores Públicos em Cena’ exclusivamente para este projeto.
Desrespeito ao ECA
Adriano Leitinho destaca alguns dados de instituições de pesquisa que apontam o não cumprimento dos direitos previstos no ECA. “O Censo do IBGE, de 2010, diz que cerca de 130 mil lares brasileiros são chefiados por crianças e adolescentes, uma prova da existência do trabalho infantil", afirma.
Segundo ele, as evidências de maus tratos estão presentes em outras pesquisas, como a da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), que mostra que cerca de 70% das crianças e adolescentes que dormem na rua foram violentados dentro de casa.
Já um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que 38% dos adolescentes vivem em situação de pobreza, sendo o grupo etário mais vulnerável ao desemprego e às inúmeras manifestações da violência, principalmente com a integração cada vez maior das drogas em seu cotidiano. Diz ainda que, em 2008, foram registrados mais de 28 mil nascimentos de bebês cujas mães têm entre 10 a 14 anos. A maioria das meninas foi vítima de abuso sexual ou de exploração sexual comercial, o que as leva a abandonar a escola e se afastar do convívio familiar.
 

 

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