Defensores públicos do Estado do Ceará deram início, ontem, à greve geral por tempo indeterminado. Apenas 30% dos advogados vão continuar trabalhando, e o atendimento acontecerá apenas em casos considerados de emergência.

Os defensores se reuniram na sede do órgão, no bairro Luciano Cavalcante, para explicar à população, que estava indo ao local, porque nem todos seriam atendidos e, dessa forma, também procuravam pedir apoio.

Além disso, eles levaram um mapa do Ceará para mostrar que, dos 184 municípios, apenas 52 contam com um advogado do povo. Ainda foi destacado que, no Estado, existem 295 defensores, mas o ideal seria 675.

Segundo o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC), Adriano Leitinho Campos, o atendimento à população será prejudicado em todo o Estado.

Dentre as reivindicações da categoria estão a efetivação da autonomia plena da Defensoria Pública; o preenchimento de todos os cargos de defensores criados por lei e a adequação constitucional de subsídios.

A assessoria de imprensa da Defensoria Pública informou que, no dia 29, ocorreu uma reunião entre a defensora pública geral, Andréa Coelho, e o gabinete de Cid Gomes. A proposta apresentada na ocasião será mostrada para o governador e depois apresentada à categoria.

Jornal Diário do Nordeste – Cidade http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1176216
 

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