Teodoro SilvaSer Defensor Público, para o dr. José Carlos Teodoro da Silva, é um desafio muito grande e, ao mesmo tempo, gratificante. Atuando na 8ª Defensoria Cível, ele responde pela 9ª e 14ª Vara Cível de Fortaleza. “Na área da Defensoria Cível, a maior demanda se relaciona a direito do consumidor. Também tem muitos em relação a direitos possessórios, uso capião, reintegração, ação reivindicatória, são as mais comuns”, explica.

Adpec – Há quanto tempo o senhor atua na Defensoria Pública e hoje qual é o seu órgão de atuação?

José Carlos Teodoro da Silva – Estou na Defensoria Pública há 12 anos. Ingressei em 2003, passei por vários órgãos de atuação e, atualmente, estou na 8ª Defensoria Cível, respondendo pela 9ª e 14ª Vara Cível de Fortaleza.

Adpec – Como é o seu dia a dia de trabalho?

José Carlos Teodoro da Silva – Como todos os outros órgãos da Defensoria Pública, o atendimento e a atuação exigem muito da gente. É um trabalho muito incisivo. Nós trabalhamos durante toda a semana pela manhã, fazendo o atendimento, acompanhando as audiências e fazendo peticionamentos dos processos em andamento.

Adpec – Quantas pessoas são atendidas por dia?

José Carlos Teodoro da Silva – Uma média de dez pessoas são atendidas diariamente.

Adpec – Quais as principais demandas desse público?

José Carlos Teodoro da Silva – Na área da Defensoria Cível, a maior demanda se relaciona a direito do consumidor. Também tem muitos em relação a direitos possessórios, uso capião, reintegração, ação reivindicatória, são as mais comuns.

Adpec – Qual a importância do defensor Público no atual Sistema de Justiça?

José Carlos Teodoro da Silva – A atuação do Defensor Público é fundamental. Como a própria Constituição reconhece, ela é essencial. Porque o exercício da cidadania e o acesso à justiça, só é possível se tiver à frente um profissional que possa atender à demanda da pessoa que busca seus direitos. E o defensor faz este papel para aquelas pessoas que não têm condições de pagar um advogado para ter acesso à justiça. O papel do defensor Público, então, é fundamental: sem ele, a maioria da população não poderia ter acesso aos direitos.

Adpec – É uma carreira gratificante? O senhor já enfrentou muitos desafios como defensor Público?

José Carlos Teodoro da Silva – É um desafio muito grande. A cada dia, a gente enfrenta um desafio novo. Quando a gente pensa que já viu de tudo, aparece uma coisa nova. Mas é uma profissão gratificante. Eu agradeço a Deus todos os dias por ser Defensor Público. Nesses 12 anos, nunca lamentei por ter escolhido essa profissão e, se Deus quiser, vou continuar nessa profissão até chegar ao Segundo Grau.

Adpec – Tem algum caso curioso que o senhor se recorde, que tenha ficado na memória?

José Carlos Teodoro da Silva – Eu me recordo de uma jovem que estava muito desiludida da vida e falava o tempo todo de dar cabo da própria vida. Isso me marcou porque era uma moça muito jovem e bonita, que tinha todo um futuro pela frente. Nós fizemos até um papel de assistente social, padre, pastor…aconselhando até tirar da cabeça daquela moça a ideia de jogar fora o dom mais precioso que se tem, que é a vida.

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