francisco-de-assisInvestido de uma evidente admiração pela profissão que escolheu décadas atrás. É assim que o defensor público aposentado Francisco de Assis Maia Alencar se apresenta para dar sua entrevista ao “Minha História, Nossa Luta”. Ao lado de Ana Cláudia, sua filha, e da neta Carolina, que preferiu não ser fotografada – mas esteve durante todo o tempo ao lado do avô -, Francisco se envaidece por ter preenchido suas mais íntimas aspirações de juventude. O carinho e cumplicidade familiar se justificam no tom amigável e sereno desse simpático senhor, que a cada trecho de sua trajetória denuncia virtudes dignas de um grande sujeito, como assim ele é.

Admirado pela família, prova tão autêntica de dever cumprido, Francisco disserta sobre sua história dando ênfase ao fato de ter praticamente duas naturalidades: cearense e piauiense, tamanha a identificação que tem pelos dois Estados. Nascido em Picos, no Piauí, ele conta que veio menino para Fortaleza, e que a paixão pelo Direito surgiu cedo, a propósito de sua admiração pelos parentes advogados. “Meus pais eram comerciantes, mas eu tinha dois tios que advogavam até fora do País”, conta.

Dos ensinamentos estudantis e de vida adquiridos no Colégio Liceu, passou para a formação definitiva de seu caráter e profissão no curso de Direito da Universidade Federal do Ceará, época em que estudou com o renomado advogado Álvaro Costa. Ao concluir a faculdade, deu início a uma bem sucedida carreira como advogado, sendo aprovado posteriormente em concurso público para o cargo de Procurador do Estado do Ceará, passando a atuar na comarca de Jaguaruana. Mas abdicou do cargo na Procuradoria para tornar-se advogado de ofício, hoje defensor público. “O exercício do defensor público depende de vocação”, diz.

Foi exatamente como defensor que o Dr. Francisco de Assis garantiu para si sua realização profissional, tendo atuado exclusivamente nas varas cíveis e de Família, no Fórum Clóvis Beviláqua. O brilhantismo de seu trabalho foi o passaporte para uma atuação como Chefe da Coordenadoria de Assistência Jurídica do Estado- CAJE, o que hoje é intitulado Defensor Pùúblico Geral, ocasião em que realizou feitos como a troca da sede da instituição, possibilitando mais dignidade ao trabalho do defensor público. Sobre sua trajetória profissional, ressalte-se ainda a atuação como consultor jurídico do Grupo Edson Queiroz, entre outros.

Aos 82 anos de idade, pai de 5 filhos e avô de 10 netos, o Dr. Francisco de Assis fala do papel do defensor público com o mesmo entusiasmo de um iniciante, e com a propriedade que a experiência confere. No entanto, não é dele a mensagem final do texto, e sim da Ana Cláudia, sua filha: “Meu pai sempre foi dedicado ao trabalho. Ele sempre teve orgulho de ser defensor e demonstra isso ainda hoje, claramente”.

Por Lucílio Lessa

1 Comment

  • Genário Peixoto Lins Junior, 19 de fevereiro de 2020 @ 20:23

    Uma grande figura, um grande profissional , pai e avô dedicado. Enquanto isso um dos filhos Zacarias Rocha Maia Alencar é um vigarista conhecido na cidade de Fortaleza. Sua última atuação foi se apropria indevidamente de quantia destinada para ajuda de um amigo enfermo grave. Depois descobrimos que o tal Zacarias vive de golpes desonestos conforme cita seu próprio irmão José Cláudio. É preciso que esse sujeito seja desqualificado perante a sociedade do Ceará.

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