A maioria das pessoas que procuraram, ontem, as unidades da Defensoria Pública do Estado, em Fortaleza, foi orientada a retornar na quarta-feira. Devido à paralisação dos defensores públicos, que durante o dia permaneceram acampados na Assembleia Legislativa, somente orientações jurídicas e atendimentos sociais ocorreram. Hoje, a categoria que reivindica, dentre outras coisas, a efetivação da autonomia plena da Defensoria e o preenchimento de 123 cargos vagos no Estado, fará um novo protesto. Os atendimentos na sede do órgão e nos núcleos descentralizados novamente serão parciais.

“A Defensoria é tratada como uma secretaria do Estado. Nós queremos independência para que possamos nos estruturar melhor. Tudo o que precisamos fazer, hoje, temos que contar com a ‘boa vontade’ do Governo para executar. Isso compromete o trabalho”, explicou o presidente da Associação dos Defensores Públicos (Adpec), Adriano Leitinho. De acordo com ele, dos 415 cargos criados no Ceará, apenas 285 estão preenchidos, sendo 188 deles na Capital. Ele ressaltou também, que o índice de evasão da categoria continua alto. Nos últimos períodos, 69 defensores deixaram as funções.

ATENDIMENTOS
Com a paralisação, as orientações jurídicas, na sede da Defensoria, no bairro Luciano Cavalcante, e nas outras unidades espalhadas na Cidade, são realizadas por estagiários. Nos 11 núcleos, situados em Faculdades, o procedimento é o mesmo. Hoje, novamente, só as atividades que podem ser encaminhadas sem a presença dos defensores, como as orientações e os atendimentos sociais serão efetivados, segundo à assessoria da Defensoria.
PROTESTO NA ASSEMBLEIA
O representante da Adpec relatou que, há dois anos, os defensores tentam agendar uma audiência com o governador, mas até agora nada foi encaminhado. Na tentativa de sensibilizar os parlamentares estaduais, hoje, a Assembleia Legislativa será novamente ocupada pela categoria. “Iremos cobrar apoio e tentar uma mediação para que o governador nos atenda”, acrescentou Adriano.

De acordo com a assessoria da Defensoria, no início deste mês, a defensora geral apresentou as pautas da categoria ao governador e solicitou um novo encontro. Porém, até agora, nenhuma data foi definida pelo chefe do executivo.
Uma Assembleia Geral Extraordinária dos defensores públicos ocorrerá no dia 15 de junho. Na ocasião, a categoria poderá optar por greve geral.
Jornal O Estado – Cidade
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