Os prejuízos ambientais e sociais causados à zona costeira cearense, surgidos com a implantação de grandes empreendimentos, foi tema de debate nesta sexta-feira (09/07) na Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec). A discussão fez parte do I Seminário de Justiça Ambiental e Saúde do Ceará, promovido pela Esmec, em parceria com a Associação Cearense de Magistrados (ACM).

A mesa redonda "A Injustiça Ambiental e Saúde no Estado do Ceará" teve como expositor o professor do
Departamento de Geografia da Universidade do Ceará (UFC), Jeovah Meireles. Segundo ele, a proposta é provocar o interesse por essas questões.
Destaque para os estudos, relatórios e sínteses realizados pela UFC sobre os impactos socioambientais trazidos pelas grandes empresas.

"As grandes corporações trouxeram conflitos às comunidades tradicionais (índios, pescadores, quilombolas, marisqueiras, ribeirinhos, camponeses), gerando insegurança alimentar e danos ao ecossitemas, que sustentam as comunidades", afirmou o professor.

Os debatedores foram Ana Cláudia Tavares, do Departamento de Saúde Comunitária da UFC; Henrique Botelho, coordenador adjunto e professor da Faculdade Christus, e a advogada, Magnólia Said.

Também foi debatido o tema "O Papel das Instituições do Sistema Judiciário na concretização da Justiça Ambiental". A apresentação ficou por conta da defensora pública Michelle Cândido Carneiro e, como debatedora, atuou a procuradora de Justiça, Sheila Pitombeira, coordenadora da Promotoria do Meio Ambiente e Planejamento Urbano do Ministério Público do Ceará.

O lançamento da carta das entidades organizadoras do Seminário sobre a Injustiça Ambiental no Ceará será lançado às 19h. O evento conta com parceria da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC), Rede Nacional de Advogados Populares no Ceará (Renap), Instituto Terramar, Rede Brasileira de Justiça Ambiental, GT contra o Racismo Ambiental e Núcleo Tramas.
Fonte: Tribunal de Justiça do Ceará

 

 

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