A Comissão de Mobilização e Negociação da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará-Adpec se reúne nesta quinta-feira, às 18 horas, em sua sede, para definir as ações que a entidade deverá implementar nesse primeiro semestre, incluindo a viabilização de paralisação como bandeira de luta da categoria por reajustes salariais.
De acordo com o presidente da instituição, Adriano Leitinho, “os defensores públicos estão bastante insatisfeitos com o silêncio do governo do Estado para com a Defensoria Pública. Nem mesmo receber a categoria para iniciar as negociações sobre os pleitos da categoria vem fazendo o governador. Já foram enviados mais de quatro ofícios solicitando audiência com o mesmo e ainda nenhuma resposta. A categoria exige urgentemente a reclassificação dos cargos de defensor público, de acordo com a nova organização judiciária do estado; a reformulação da sua política salarial; nomeação dos concursados e novos concursos, já que 70% dos municípios cearenses não têm defensoria pública; reformulação da Lei Complementar Estadual 06/97, adequando-a a legislação federal; implantação do artigo 37, direito assegurado em lei aos defensores públicos, quadro de apoio de funcionários, para auxiliar os defensores públicos nas suas funções institucionais; sede para atendimento dos defensores públicos que atuam no Fórum Clóvis Beviláqua, que foram despejados de seus gabinetes, dentre outros pleitos”.
Segundo ele, a comissão irá decidir hoje qual o caminho a ser traçado para a efetivação desses pleitos. “Mas, pelo andar da carruagem, outra saída não restará aos defensores, caso o governo não sente com os representantes da categoria, a não ser a paralisação dos serviços”, conclui.
 

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