Emmanuel LealApós seis horas de negociação, o Defensor Público Emmanuel Leal Santana, da 2ª Defensoria Criminal de Juazeiro do Norte, juntamente com outros representantes do Sistema de Justiça, conseguiu liberar o médico Antônio Reinaldo da Silva, que havia sido mantido refém pelo interno Francisco Rafael Ferreira de Queirós (conhecido como Téo), de 27 anos, na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC). O fato aconteceu na última sexta-feira (30). A presença de um Defensor Público foi a primeira solicitação feita pelo preso rebelado, segundo informação repassada por um funcionário da PIRC ao Dr. Emmanuel.

Tudo começou por volta das 14 horas da sexta-feira, em Juazeiro do Norte, quando o médico Antonio Reinaldo da Silva foi feito refém e ficou sob a mira de uma arma artesanal (cossoco). O interno solicitou as presenças de um defensor público, um juiz, alguém da imprensa e, depois, familiares. “Eu me dirigi à penitenciária e, imediatamente, passei a negociar a liberação do médico”, afirma o Defensor. Téo demonstrava estar agitado e queria ser transferido para um dos presídios de Fortaleza.

Também participaram da negociação a juíza Ana Raquel Colares, o promotor de justiça Germano Guimarães, a delegada de Polícia Civil, Cícera de Jesus, militares do Corpo de Bombeiros e da Força Tática de Apoio (FTA). Por volta das 20 horas, o pai de Téo chegou em uma viatura da PM de Quixadá. Após saber da presença do pai, o detento liberou o médico.

Para Emmanuel Leal de Santana, o episódio demonstra na prática a importância do Defensor Público. “Negociar com um detento, sobretudo quando este tem um refém, requer a total confiança do assistido no trabalho da Defensoria Pública na garantia de seus direitos”, afirma.

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