Juliana de Brito AvelinoDo estágio voluntário na DPGE ao cargo de Defensora Pública, a trajetória profissional da Dra. Juliana de Britto Avelino revela sua afinidade com a carreira desde a faculdade. Atuando na Defensoria de Família e Sucessões de Maracanaú, ela atende, em média, 25 pessoas por dia. “Um grande desafio são as ações de guarda de buscas de menor de quem indevidamente o detém. É uma grande satisfação restituir uma criança ao lar e à companhia dos pais”, afirma. Leia a entrevista:

Adpec – Há quanto tempo a senhora atua na Defensoria Pública? Por que ingressou na carreira?

Juliana de Britto Avelino – Atuo na Defensoria Pública desde agosto de 2010. Objetivava ingressar na carreira desde a faculdade, quando descobri a afinidade pelo trabalho por meio de estágio voluntário que realizei na Defensoria Pública Geral do Estado (DPGE), entre os anos de 2003 e 2004.

Adpec – Como é o seu dia a dia de trabalho?

Juliana de Britto Avelino – Trabalho na Defensoria de Família e Sucessões de Maracanaú. A demanda por atendimento é muito intensa e as audiências são de segundas às quintas-feiras.

Adpec – Quais as principais demandas do público alvo (casos mais frequentes no atendimento) e quantos atendimentos jurídicos são realizados, em média, no seu núcleo?

Juliana de Britto Avelino – O maior volume de demanda é por execuções de alimentos. Também há muitos processos de homologação de acordo, guarda e arrolamentos/inventários. Nas segundas-feiras, quando convido as pessoas a comparecerem para responder os processos com vistas, atendo em média 25 pessoas. Nos demais dias, distribuo 12 senhas, porém, acabo atendendo ao menos 15 a 18 pessoas, entre demandas urgentes e prazos.

Adpec – Qual o papel do Defensor Público dentro do atual sistema de Justiça?

Juliana de Britto Avelino – O Defensor Público, ao meu ver, é agente de justiça social e promotor dos direitos humanos. Mais do que simplesmente traduzir a vontade das partes em determinada demanda, o defensor também esclarece e ensina acerca do direito vigente, orienta os assistidos, promove mediação de conflitos bem como soluciona muitas necessidades também por meio de sua atuação extrajudicial.

Adpec – Alguma situação específica de um/a assistido/a lhe tocou ou chamou atenção?

Juliana de Britto Avelino – Um grande desafio são as ações de guarda de buscas de menor de quem indevidamente o detém. É uma grande satisfação restituir uma criança ao lar e à companhia dos pais.

Adpec – Quais os maiores desafios na carreira de Defensor Público, sobretudo no seu núcleo de atuação?

Juliana de Britto Avelino – A escassez de recursos humanos, inclusive de defensores. Somos poucos para tanta demanda, de tantos hipossuficientes.

Adpec – E as maiores conquistas/realizações para a senhora?

Juliana de Britto Avelino – Ver a qualidade de nosso trabalho. O reconhecimento do nosso esforço e da excelência que buscamos empregar na atuação diária, em prol de quem mais precisa.

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